Oi queridos !
Hoje aconteceu em Israel uma simulação de situação de ataque aéreo ao país. Eu nem estava sabendo que isso aconteceria hoje, quando cheguei no voluntariado em que trabalho com crianças com problemas mentais me falaram para ficar responsável por uma das crianças quando a sirene tocasse. O que aconteceu foi o seguinte: às 11:00 soou uma sirene em todo o país e as pessoas deviam procurar abrigos contra ataques e ficar dentro deles por 15 minutos. Eu estava na sala de aula com as crianças e as outras mulheres que trabalham lá, ao som da sirene peguei na mão de uma das crianças pela qual fiquei responsável e todos saímos das salas em direção ao "abrigo", que em dias de paz é usado como sala de fisioterapia. As crianças, claro, não tinham idéia do que estava acontecendo, mas assim que perceberam a movimentação trataram de ficar junto dos adultos e seguir em direção ao refúgio. No abrigo (sala de fisioterapia), todos ficamos sentados com as crianças e cantando músicas infantis com violão. Foi uma experiência interessante, e não sei bem porque fiquei emocionada durante todo o processo, acho que o clima de comoção geral , além de ter ficado o tempo todo com a idéia de que estivessemos salvando as crianças, vê-las segurando as nossas mãos ou em nossos colos pequeninas, indefesas e inocentes e me sentir responsável por elas. Cheguei à conclusão que até momentos de dificuldade falsa unem as pessoas , já no abrigo vendo todos sentados e cantando me contive para não deixar cair umas lágrimas. Bom, essa foi a minha primeira experiência do tipo, já as mulheres que trabalham comigo encararam tudo como uma brincadeira, o dia inteiro ouvimos piadinhas sobre a hora da sirene, por exemplo, quando uma das mulheres quis ir ao banheiro uns 5 minutos antes das 11:00 outra disse : vai mas volta antes da guerra começar. Ou quando algumas das crianças estavam sem os sapatos outra das mulheres alertou a todas que nao inventassem de procurar os sapatos bem na hora da guerra. Bom humor é sempre a melhor opção :) E que Deus proíba qualquer guerra, em qualquer lugar, de acontecer.
Amanhã vamos fazer uma viagem para o Golan, área pertencente à Síria e conquistada por Israel em 67 . Serão três dias de viagem, no primeiro dia teremos uma palestra com um conselheiro do ex-primeiro ministro Ariel Sharon na época do seu governo. Semana passada tivemos uma outra palestra também sobre as Colinas de Golan, mas com uma pessoa que trabalha em uma ONG pela paz e contra a manutenção da ocupação do Golan, amanhã provavelmente a perspectiva será diferente, se tratando de um acessor de Ariel Sharon, será bem interessante ouvir os motivos pró-ocupação depois de já termos ouvido os motivos pró-devolução das colinas do Golan à Síria.
E é isso por hoje, preciso ir para o outro voluntariado agora, só queria escrever sobre a experiencia do exercício em caso de guerra. No próximo post escrevo sobre a viagem de amanha e alguma coisa sobre a viagem à Nazaré sobre a qual comentei no post passado.
Beijos a todos, amo vcs!
Feliz Aniversário para nosso príncipe e anjinho Rafael! Eu te amo.
Hoje aconteceu em Israel uma simulação de situação de ataque aéreo ao país. Eu nem estava sabendo que isso aconteceria hoje, quando cheguei no voluntariado em que trabalho com crianças com problemas mentais me falaram para ficar responsável por uma das crianças quando a sirene tocasse. O que aconteceu foi o seguinte: às 11:00 soou uma sirene em todo o país e as pessoas deviam procurar abrigos contra ataques e ficar dentro deles por 15 minutos. Eu estava na sala de aula com as crianças e as outras mulheres que trabalham lá, ao som da sirene peguei na mão de uma das crianças pela qual fiquei responsável e todos saímos das salas em direção ao "abrigo", que em dias de paz é usado como sala de fisioterapia. As crianças, claro, não tinham idéia do que estava acontecendo, mas assim que perceberam a movimentação trataram de ficar junto dos adultos e seguir em direção ao refúgio. No abrigo (sala de fisioterapia), todos ficamos sentados com as crianças e cantando músicas infantis com violão. Foi uma experiência interessante, e não sei bem porque fiquei emocionada durante todo o processo, acho que o clima de comoção geral , além de ter ficado o tempo todo com a idéia de que estivessemos salvando as crianças, vê-las segurando as nossas mãos ou em nossos colos pequeninas, indefesas e inocentes e me sentir responsável por elas. Cheguei à conclusão que até momentos de dificuldade falsa unem as pessoas , já no abrigo vendo todos sentados e cantando me contive para não deixar cair umas lágrimas. Bom, essa foi a minha primeira experiência do tipo, já as mulheres que trabalham comigo encararam tudo como uma brincadeira, o dia inteiro ouvimos piadinhas sobre a hora da sirene, por exemplo, quando uma das mulheres quis ir ao banheiro uns 5 minutos antes das 11:00 outra disse : vai mas volta antes da guerra começar. Ou quando algumas das crianças estavam sem os sapatos outra das mulheres alertou a todas que nao inventassem de procurar os sapatos bem na hora da guerra. Bom humor é sempre a melhor opção :) E que Deus proíba qualquer guerra, em qualquer lugar, de acontecer.
Amanhã vamos fazer uma viagem para o Golan, área pertencente à Síria e conquistada por Israel em 67 . Serão três dias de viagem, no primeiro dia teremos uma palestra com um conselheiro do ex-primeiro ministro Ariel Sharon na época do seu governo. Semana passada tivemos uma outra palestra também sobre as Colinas de Golan, mas com uma pessoa que trabalha em uma ONG pela paz e contra a manutenção da ocupação do Golan, amanhã provavelmente a perspectiva será diferente, se tratando de um acessor de Ariel Sharon, será bem interessante ouvir os motivos pró-ocupação depois de já termos ouvido os motivos pró-devolução das colinas do Golan à Síria.
E é isso por hoje, preciso ir para o outro voluntariado agora, só queria escrever sobre a experiencia do exercício em caso de guerra. No próximo post escrevo sobre a viagem de amanha e alguma coisa sobre a viagem à Nazaré sobre a qual comentei no post passado.
Beijos a todos, amo vcs!
Feliz Aniversário para nosso príncipe e anjinho Rafael! Eu te amo.